Às vezes as pessoas esquecem-se que, individualmente, fazem o seu melhor.
É verdade que são capazes de mais e melhor, mas em cada momento, fizeram aquilo que foram capazes de fazer.
Podemos muitas vezes pensar fazer algo de forma mais perfeita, sem defeitos ou erros, e quando realmente fazemos, acabamos por nos aperceber que foi os melhores que conseguimos no momento.
As razões interiores podem ter sido de ordem vária: medo, nervosismo, ansiedade, culpa, desconcentração… nem vale a pena entrar nas justificações.
Tudo é sempre como tem que ser, e se realmente formos observar as situações pelas quais nos sentimos culpados no passado, vamos ver que foi o melhor que conseguímos, ou que sabíamos fazer.
Mas se sabemos isto para nós, é importante nos lembrarmos que acontece o mesmo com as outras pessoas.
Temos o hábito de julgar, de catalogar as pessoas, as situações e tudo o resto, como certo ou errado. E não nos lembramos que tudo é como tem que ser.
Pode ser melhor? Talvez!
As pessoas podem responder de outra forma às situações? Talvez!
Mas não é isso que acontece?
Então é porque os outros não conseguem fazer melhor. Existem razões, no seu interior, que não lhes permitem ser melhores.
Quem somos nós para julgar?
Conhecemos a vida passada TODA dessa pessoa? Sabemos que tipos de pensamentos passam na sua mente? Sabemos o tipo de emoção que tem cristalizadas no seu interior!
Não!
Nós nunca sabemos tudo uns dos outros. E não conseguimos saber, pois tudo aquilo que vemos é uma aparência para algo muito mais profundo. Tudo o que vemos são formas, mas a energia que lhes dá forma é que é realmente importante.
A maioria das pessoas ainda não estão despertas para a Sua Consciência, ainda vivem esquecidas nos seus pensamentos e sentimentos de dor, o momento presente é um reciclar de memórias… e todos os dias são tentativas de sobreviver, num mundo que parece ameaçar tudo e todos.
E isto é verdade para a maioria das pessoas… porque não aprenderam de forma diferente.
E quando começam a despertar para uma nova realidade, é preciso tempo e treino, para que a mente se sinta segura, para que as emoções deixem de comandar a vida das pessoas.
Por isso, o julgamento não faz sentido.
TODOS, em TODOS os momentos, fazemos o melhor que podemos e sabemos, com os recursos e conhecimento que temos disponível no momento.
Não tente julgar ninguém. Quando o faz, apenas está a reconhecer em si os seus erros, a tentar afastar os fantasmas de dor que o consomem… e como é mais fácil ver no outro em vez de olhar para dentro, julgamos e fugimos da verdadeira realidade.
Observe a tentação de julgar. E no momento em que observa, tem um ponto de consciência dentro de si que se ilumina, e dá uma hipótese ao presente de brilhar, sem os fantasmas da culpa do passado e o medo do futuro.
Experimente dar essa chance a si mesmo e aos outros. Pode ficar surpreendido com a beleza que está por detrás de uma situação ou pessoa “errada”.


Comentários a: "Julgar… o nosso melhor" (1)
Obrigada pela tuas palavras!!
É fantástico ter esta atitude mais presente!!