Não dá mais, é preciso rasgar o véu da escuridão.
Há mais para além daquilo que vejo e não me posso deixar ficar aqui.
Tenho esta obrigação para mim mesma, tenho esta obrigação para com o mundo, tenho esta obrigação para Contigo.
Eu posso ver a luz, eu sou a luz que me desperta todas as manhãs.
Eu sinto a Tua luz a acariciar-me em todos os momentos.
Estou Aqui para Ti.
Quando nos escondemos da nossa própria luz entramos num mundo doloroso e parece que tudo aquilo que nos rodeia é o maior tormento possível.
Mas afinal que mundo é este onde tantas pessoas sofrem? Que criação de Deus é esta?
E não me venham dizer que Deus criou tudo perfeito e depois nós é que fizemos todas as asneiras possíveis e mais algumas. Deus criou TUDO, ou seja, criou todas as possibilidades.
E se Deus nos criou à sua semelhança e imagem… isto leva-me a pensar que Deus também tem a escolha de fazer asneiras. Então existe o potencial em Deus para o bem e para o mal?
Então esse Deus que criou o bem e o mal também criou algo a que chamamos julgamento? E criou limites? E criou barreiras ao nosso pensamento e livre expressão?
Eu acho que não.
Sim, acredito que somos nós que fazemos as asneiras. Para experimentar o que é fazer asneiras e saber que estamos seguros e completos de qualquer forma!
Também acredito que é possível viver sem “asneiras” e que o nosso verdadeiro desejo, de todos nós, é viver uma vida absolutamente fantástica e perfeita!
Então, o que é que nos impede?
O medo de rasgar o véu da ignorância. O medo de rasgar as regras assumidas como normais. O medo que os outros não vão aceitar. O medo de falhar. O medo…
É sempre o medo.
Mas Deus também criou o medo?
That’s a good question!
Segundo Um Curso Em Milagres não! Segundo o curso o medo é irreal e nada irreal existe. Então significa que se nada irreal existe, o medo também não existe. E se o medo não existe, significa que de cada vez que vivemos o medo, estamos a viver uma ilusão, um sonho mau.
Isto também significa que todas as ditas “asneiras” que possivelmente fizemos ou deixamos de fazer, também não existem, são apenas ilusão.
Então significa que a ilusão apenas serve para experimentarmos, para nos libertamos das amarras do nosso próprio pensamento.
De que esperamos para derrubar as barreiras da nossa psique e simplesmente voar nos pensamentos mais sublimes e amorosos sobre nós mesmos e o mundo?
Não me parece que tenhamos nascido para sofrermos e depois chegarmos à conclusão que existe outro modo… mas ser tarde demais.
Até podemos ter sofrido, ou melhor, ter pensamentos que nos fizeram sofrer em algum momento da nossa vida, mas também temos AGORA a possibilidade de fazer uma ESCOLHA DIFERENTE.
E que escolha diferente é esta? O que é que esta escolha nos vai oferecer?
Esta escolha é a escolha da PAZ!
Não sei se ela nos vai oferecer paz, sei sim que nos vai relembrar que nunca saímos da Paz de Deus, e que apenas nos esquecemos dela.
Aquilo que a vida nos pode oferecer nesse momento não tem limites, pois no momento em que nos sentirmos em paz, temos um mar de possibilidades infinito à nossa disposição, e simplesmente escolhemos aquilo que mantém e expande a paz de Deus a tudo e a todos.
É apenas uma escolha.
Pode parecer difícil fazê-la, pois para isso é preciso abdicar do mundo tal como o vemos, é preciso deixar para trás todas as crenças em sofrimento, dor, escassez, doença, privação, separação, julgamento. É preciso deixar a mente dual dissolver-se e saltar fora daquilo que pensavamos ser real.
Uma grande escolha? Talvez!
Mas uma escolha livre e que oferece uma grande liberdade.
E acima de tudo, estamos a honrar o nome de Deus, ao reconhecermos o Poder que temos de escolher a felicidade. Estamos a honrar a criação de Deus ao lhe dar a possibilidade de viver o seu melhor e de abdicar de tudo aquilo que é pequeno e tacanho.
Estamos a honrar a liberdade e o Ser que existe em nós.


Publicado por Angela
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