Será realmente possível ser feliz, quando parece que muitos daqueles que nos rodeiam não são?
A verdade é que nós não compreendemos completamente o que se passa à nossa volta, e na maioria das vezes, nem sequer compreendemos o que se passa dentro de nós.
Quando decidimos ser uma luz de alegria e felicidade, é possível que encontremos perto de nós o oposto. É completamente natural.
A mente dualista opera na nossa realidade e quando nos esforçamos por ver apenas um lado da moeda, o outro lado torna-se bastante evidente para que não o possamos descartar.
Nós somos unos e quando “pegamos” numa moeda ela está completa, com os dois lados. E também quando “pegamos” na moeda e tocamos nos dois lados, temos a plena consciência de que não somos a moeda, somos aquele que está consciente da moeda e das suas duas faces. E não criamos teorias nem problemas em torno disso.
Pelo contrário, na maioria das situações que surgem no nosso campo de consciência, nós temos a tendência de olhar conscientemente apenas para uma das partes da situação e ficar apegados a essa parte. Vemos o bom e o mau e decidimos escolher um dos lados como aquele ao qual dar atenção.
As situações, as pessoas, as experiências, os objectos, não possuem bom nem mau, certo ou errado, duas faces… são unas e completas. A mente dualista é que através das suas percepções fragmenta o todo. E nessa experiência de fragmentação, nós, que sabemos profundamente que a fragmentação não existe, entramos num processo de fragmentação interior, sem compreender o que se passa. E aqui nasce o sofrimento humano.
O ser humano acredita na fragmentação da mente dualista, identifica-se conscientemente com uma das partes, e sofre porque inconscientemente a outra parte pede para ser aceite, e dessa forma libertar a experiência.
Todas as experiências são apenas isso, experiências. Nem boas, nem más. Apenas e só experiências.
Quando conseguimos eliminar as tensões interiores (emocionais) que existem em relação às experiências, sejam elas de que natureza forem, conseguimos eliminar a dualidade da experiência. Não mais existe fragmentação interior, ou seja, não mais pode existir sofrimento.
E nesse momento, a felicidade torna-se real. A felicidade torna-se consciente. Sem opostos, simplesmente no AMOR que É.
Talvez não seja a felicidade que a maioria esteja habituado a experimentar. Talvez seja uma felicidade mais profunda, que vem de um conhecimento antigo de quem realmente somos. Talvez seja uma paz imperturbável que não tem palavras para ser descrita.
Um ponto de consciência que abraça toda a consciência, todas as experiências, e que simplesmente observa em paz o mundo a girar em torno de si!



Publicado por Angela
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