Desenvolvimento Pessoal

Apego

Muitas vezes não fazemos a mínima ideia daquilo que se passa dentro de nós pois está inconsciente e nem sempre estamos dispostos a observar aquilo que “construímos” no nosso interior.

Sinto que muitas vezes aflora um sentimento de culpa profundo por termos feito isto a nós mesmos.

Parece loucura, mas a verdade é que nós fizemos esta experiência para nós mesmos. É verdade que nem sempre é conscientemente. O que acontece, é que inconscientemente temos muitos “programas”, crenças e emoções guardados e acreditamos nisso verdadeiramente. Por conseguinte, a nossa vida vai revelar todos esses padrões, que nós, na maioria das vezes nem sequer conhecemos.

Imagem: Google

Acreditamos verdadeiramente que somos um corpo e que este corpo é o conjunto de todas as memórias do passado.

Deixar as memórias para trás, deixar de acreditar que somos muito mais do que este corpo, acarreta muitas vezes, um medo terrível de desaparecer, de deixar para trás uma história que inventamos para nós mesmos.

Não tem mal nenhum vivermos esta história, não tem mal nenhum desfrutar desta experiência, mas quando resolvemos ficar agarrados a tudo o que vivemos como sendo “nosso”, como sendo a “nossa” vida, existe interiormente um medo grande de perder tudo isto.

E quantas das nossas histórias não são mantidas vivas apenas porque precisamos delas para dizermos que somos gente, que temos uma história como os outros, que merecemos isto ou aquilo?

São tantas as desculpas que arranjamos para nós mesmos, apenas para justificar a existência deste corpo, desta realidade e todas as histórias do passado, que não existem mais, a não ser na nossa memória.

O único momento que existe é este, aqui e agora. Nada mais pode tocar-nos, e em momento algum corremos qualquer tipo de risco.

Acreditamos que podemos pecar, cometer erros. Acreditamos que vivemos num mundo inseguro. Acreditamos que precisamos do amor dos outros para nos sentirmos amados, ou então que precisamos fazer algo para nos sentirmos realizados.

Acreditamos que no momento em que nos sentirmos plenos e realizados esta vida não faz mais sentido, pois já não temos mais nada a fazer aqui.

E o que seria a nossa vida, se realmente, por breves instantes, nos sentíssemos plenos, realizados, únicos, fantásticos, perfeitos, e não precisássemos fazer nada para isso? E se esse for mesmo o nosso estado natural, e andarmos todos à procura daquilo que não nos pode oferecer o que já é nosso por direito?

Mas enquanto pensarmos que precisamos do que for, por mínimo que seja, vamos continuar a viver a nossa vida nesse sentido. Vamos viver uma busca incessante, sem fim, pois temos um poder ilimitado de tornar real tudo aquilo em que acreditamos.

E dizer um basta a todos os pensamentos que nos ferem?

Nós somos os únicos que reinamos na nossa mente!

Tem que existir um momento em que a decisão de ser feliz é mais forte que tudo o resto.

E nesse momento, as portas abrem-se, e conseguimos sentir a paz.

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